Você já ouviu falar em “bets” ou no jogo do “Tigrinho”? Eles são tipos de apostas online que estão bombando no Brasil. Nas bets, as pessoas apostam em esportes ou cassinos virtuais. Já o “Tigrinho” é um jogo simples de caça-níquel digital, onde você gira uma roleta para tentar ganhar prêmios. Apesar de parecerem só diversão, esses jogos podem fazer mal à saúde mental de muita gente, segundo especialistas.
Um artigo publicado em 21 de março de 2025 explica o que chamam de “jogo patológico”. Isso acontece quando alguém não consegue parar de jogar, mesmo sabendo que está perdendo dinheiro ou prejudicando a vida. No Brasil, cerca de 3% da população — ou seja, mais de 6 milhões de pessoas — podem estar nessa situação. Esses jogos mexem com o cérebro: quando você ganha, sente um pico de felicidade, mas quando perde, quer jogar mais para recuperar o que perdeu. É como um ciclo difícil de quebrar.
Os médicos dizem que o vício em apostas pode trazer problemas sérios, como ansiedade, depressão e até pensamentos suicidas. Por exemplo, uma pessoa que gasta todo o salário no “Tigrinho” pode se sentir culpada, com medo de contar para a família, e acabar isolada. Um estudo mostrou que 25% dos jogadores viciados já tiveram crises de estresse por causa das dívidas.
O que torna esses jogos tão perigosos? Eles são fáceis de acessar — estão no celular, a um clique de distância — e usam cores e sons para viciar. No caso do “Tigrinho”, influenciadores nas redes sociais fazem propaganda, dizendo que é fácil ganhar dinheiro, o que atrai muita gente jovem. Mas a realidade é que a maioria perde mais do que ganha.
Para ajudar, os especialistas sugerem regras mais duras para os jogos, como limites de tempo e gastos, além de campanhas para ensinar os riscos. Quem está viciado pode procurar ajuda com psicólogos ou grupos de apoio. O importante é entender que, por trás da diversão, esses jogos podem “detonar” a saúde mental se saírem do controle.