O governo brasileiro tinha um plano: liberar as apostas esportivas online, conhecidas como “bets”, para arrecadar bilhões de reais em impostos. Esse dinheiro seria usado em programas sociais, como o Bolsa Família, que ajuda milhões de famílias pobres. Mas, em vez de um sonho realizado, o plano está virando um pesadelo, segundo informações publicadas em 21 de março de 2025.
Tudo começou com a Lei nº 14.790, sancionada em 2023 pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Ela regulamentou as bets, permitindo que empresas pagassem R$ 30 milhões para operar no Brasil e fossem taxadas em 12% sobre seus lucros. A ideia era simples: com o crescimento das apostas online, o governo esperava arrecadar até R$ 10 bilhões por ano. Parte desse valor iria direto para o Bolsa Família, ajudando a combater a pobreza.
Mas o plano deu errado. Em 2024, a arrecadação com as bets foi de apenas R$ 1 bilhão, bem menos do que o esperado. Por quê? Muitas empresas de apostas não se regularizaram e continuam operando sem pagar impostos, enquanto outras encontraram formas de escapar das taxas. Além disso, o governo gastou mais do que previa para fiscalizar o mercado, o que reduziu ainda mais o dinheiro disponível.
O pior é que isso afetou o Bolsa Família. Sem a verba extra das apostas, o programa enfrenta cortes e atrasos. Famílias que dependem do auxílio estão preocupadas, e o governo agora precisa explicar por que a aposta nas bets não deu certo. Especialistas dizem que faltou planejamento: o mercado cresceu rápido demais, e as regras não foram suficientes para controlá-lo.
Esse caso mostra como uma boa ideia pode virar um problema se não for bem executada. O governo ainda sonha em acertar as contas com as apostas online, mas, por enquanto, o Bolsa Família está pagando o preço da desorganização.