Você já ouviu falar das “bets”? São sites de apostas online onde as pessoas tentam ganhar dinheiro com jogos de futebol, cassinos virtuais ou até competições eletrônicas. Elas estão cada vez mais populares no Brasil, mas também estão trazendo um problema sério: o vício em apostas. Um artigo publicado em 22 de março de 2025 explica por que isso é urgente e o que podemos fazer.
Nos últimos anos, o mercado de bets cresceu muito. Em 2024, os brasileiros gastaram R$ 21 bilhões nesses sites só entre janeiro e agosto. Isso mostra como as apostas viraram parte da vida de muita gente. Mas nem tudo é diversão: estudos apontam que cerca de 1,5 milhão de brasileiros podem estar viciados em jogos de azar. Isso significa que eles apostam tanto que acabam prejudicando a vida, perdendo dinheiro, empregos e até relações familiares.
O vício funciona assim: as bets usam cores, sons e recompensas rápidas para fazer as pessoas quererem jogar mais. É como uma armadilha psicológica. Por exemplo, quando alguém ganha um pouco, sente vontade de continuar apostando para ganhar mais — mas, na maioria das vezes, perde tudo. Um levantamento mostrou que 20% dos apostadores já pediram dinheiro emprestado para jogar, e 10% admitiram ter dívidas por causa disso.
O governo liberou as apostas em 2023 com a Lei nº 14.790, esperando arrecadar impostos para programas sociais. Só que o aumento do vício pegou muita gente desprevenida. Especialistas dizem que é preciso agir rápido: criar campanhas para ensinar os riscos, oferecer ajuda a quem está viciado e colocar limites mais rígidos nas propagandas das bets, que muitas vezes usam famosos para atrair jogadores.
Esse problema não é só de quem aposta. Quando alguém fica viciado, a família e até a sociedade sentem o impacto, com mais dívidas e menos dinheiro circulando na economia. Por isso, enfrentar a dependência em apostas virou uma urgência no Brasil.